O professor Armando Júnior, docente da Summit Business School e especialista em Supply Chain Management, publicou recentemente na revista Bantumen o artigo de opinião “Quando o camião não chega, a ansiedade chega primeiro”.
No texto, Armando Júnior propõe uma reflexão particularmente relevante para os contextos africanos de língua portuguesa: a logística não deve ser entendida apenas como uma questão operacional, ligada ao transporte, ao armazenamento ou à distribuição de mercadorias. Em muitos casos, ela é também um fator de estabilidade económica, social e até emocional.
Como escreve o autor, “a logística, que devia ser invisível, torna-se emocional”. A frase resume uma das ideias centrais do artigo: quando há atrasos, bloqueios, ruturas ou simples perceção de escassez, os efeitos ultrapassam a cadeia de abastecimento. Chegam aos mercados, às famílias, aos pequenos negócios e à forma como as pessoas tomam decisões no dia a dia.
A partir de exemplos ligados a Moçambique e à circulação de bens em períodos de maior tensão ou incerteza, o artigo mostra como a previsibilidade logística é essencial para a confiança. Quando o abastecimento deixa de ser fiável, os consumidores antecipam compras, os comerciantes retêm stock, os preços sobem antes mesmo de existir uma rutura real e instala-se aquilo que o autor descreve como uma verdadeira “economia do medo”.
Esta reflexão é especialmente importante para quem estuda ou trabalha nas áreas de Supply Chain, gestão de operações, procurement, logística, gestão de risco e estratégia empresarial. Num mundo cada vez mais interdependente, compreender a cadeia de abastecimento já não é apenas compreender fluxos de mercadorias. É compreender vulnerabilidades, comportamentos, desigualdades e mecanismos de confiança.
Na Summit Business School, acreditamos que estes debates são fundamentais para formar gestores capazes de interpretar os desafios reais das organizações e dos mercados africanos e globais. A gestão da cadeia de abastecimento não se limita à eficiência: envolve resiliência, responsabilidade e capacidade de antecipar o impacto humano das decisões operacionais.
O artigo completo pode ser lido na Bantumen:
Leia aqui: “Quando o camião não chega, a ansiedade chega primeiro”