Há uma fase da vida em que olhamos para o espelho e a mulher que vemos parece uma estranha. Sem filtros, sem música de fundo e sem edições. É o momento em que a necessidade constante de sermos funcionais e de correspondermos às expectativas dos outros cobra a sua fatura mais alta: a perda de nós próprias.
Numa crónica desarmante e profundamente honesta, Isabel Portugal partilha a sua própria jornada de desconstrução. Fala-nos sobre o "Óscar invisível" que muitas mulheres carregam por aguentarem tudo, sobre o peso (e o além) das hormonas, e sobre a inquietante pergunta que nós, mais cedo ou mais tarde, teremos de fazer: quando deixarmos de ser úteis e produtivas… quem sobra dentro de nós?
Mais do que um desabafo, este texto é um manifesto sobre a maturidade feminina, a urgência de aprender a contemplar e o nascimento do C'alma Viva - um projeto vital de autoestima e pertença para mulheres que recusam tornar-se invisíveis.
Este texto foi originalmente publicado na Bantumen. Convidamo-lo(a) a ler esta reflexão profunda sobre a coragem de integrar todas as mulheres que já habitamos e de aceitar que a vida é um caminho sempre em construção.